segunda-feira, 17 de setembro de 2007

! Artur da Távola !

"Há um momento, no auge do desentendimento, em que o máximo de raiva está a um milímetro do máximo de amor...
Há algo que permanece em tudo o que se separa.
Esse algo é o que dói mesmo quando a separação é, ou foi, o melhor caminho...
Há um projeto sempre irrealizado em toda relação que se realiza.
Uma necessidade nova sempre se coloca a cada satisfação da anterior...
Entre pessoas que se amam, há verdades e sentimentos que, se aparecem quando elas estão juntas, separam; e se aparecem quando elas estão separadas, machucam, dão saudade, vontade de juntar...
O que ameaça voltar depois de ter passado é porque nunca deixou de existir...
O caminho da liberdade pessoal, da descoberta das próprias potencialidades, muitas vezes só é possível a partir de um sofrimento de amor...
Uma separação dolorosa às vezes acaba por se transformar na melhor maneira de ensinar a pessoa a ela mesma...
Quase sempre desprezamos a chance do novo em nossas vidas, atados que estamos a uma necessidade de eco e repetição de tudo que nos traz/trazia segurança..."

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